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A SEMANA NA IMPRENSA

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  • A Semana na Imprensa - E se a Alemanha virasse à esquerda nas eleições legislativas de 26 de setembro?
    A vantagem do social-democrata Olaf Scholz nas pesquisas como potencial sucessor da chanceler Angela Merkel, a uma semana das eleições legislativas de 26 de setembro, faz a revista semanal francesa L'Express considerar: "E se a Alemanha desse uma guinada à esquerda?". A campanha de Olaf Scholz, atual ministro das Finanças, promove o candidato como o novo Helmut Schmidt, o ex-dirigente do Partido Social-Democrata (SPD) que faleceu em 2015 e entrou para a história como o "Chanceler de Ferro" (1974-1982) por suas reformas sociais e uma política de defesa intransigente com os soviéticos, ancorada no fortalecimento bélico dos europeus dentro da OTAN. Assim como Helmut Schmidt, Scholz vem de Hamburgo (norte). Como seu mentor, ele não é um idealista, mas um pragmático, escreve a L'Express. O candidato poupa os eleitores de grandes discursos visionários para se concentrar no essencial e instala aquela atmosfera que os alemães adoram: a estabilidade.  Segundo analistas locais, Scholz nem é muito forte como candidato à chancelaria, mas é o mais forte entre os concorrentes. Ele aproveitou as desastrosas campanhas de seus dois principais adversários, o conservador Armin Laschet, da União Democrata Cristã (CDU), e a candidata dos Verdes, Annalena Baerbock, que revelou ainda não ter estatura para se tornar chanceler. O social-democrata propõe um programa conciso e de esquerda, avalia a L'Express: "Salário mínimo de € 12 por hora, superior aos € 10 atuais – medida que beneficiaria 10 milhões de trabalhadores –, pensões de aposentadoria estáveis ​​e proteção climática", repete o candidato, sem parar. Possível aliança com a esquerda radical?  Essa reviravolta no cenário político abriu caminho para novas alianças. Apontado como tendo apenas 25% das intenções de voto, o SPD não poderá eleger sozinho o chanceler. Mas Scholz já proclamou que não pretende repetir o esquema da "grande coalizão" atual com os conservadores. Ele gostaria de liderar a Alemanha com os ecologistas. Para obter a maioria na Assembleia Federal (Bundestag), o SPD também poderia apelar aos liberais do FDP. Mas Scholz não esqueceu que em 2017, os liberais abandonaram as negociações com a CDU e os Verdes. Ele também sabe que seus apoiadores não estão nada entusiasmados com a ideia de uma aliança com os liberais, que defendem a disciplina orçamentária e se recusam a taxar os mais ricos. Scholz não descarta, portanto, outro cenário: aliar-se à esquerda radical, a legenda Die Linke, que perdeu seu caráter de protesto e está disposta a fazer concessões. Em questões sociais e fiscais, os dois partidos de esquerda estão unidos. Ambos defendem um aumento do salário mínimo, uma reintrodução do imposto sobre a riqueza, um aumento das tributações sobre os salários altos e uma regulamentação dos aluguéis. Para formar essa "frente de esquerda", seria necessário superar um grande obstáculo: a política externa. Die Linke defende a saída da OTAN, o fim das intervenções armadas no exterior, a redução dos gastos com armamentos e, acima de tudo, uma reaproximação com Moscou – posições antiamericanas que criariam problemas à cooperação franco-alemã.  Essa perspectiva de participação da esquerda radical em um governo Scholz acabou dando novo fôlego à direita alemã na reta final da campanha. O candidato de Merkel, Armin Laschet, acenou com o lenço vermelho acusando o SPD de se preparar nos bastidores para o "retorno do comunismo", como nos dias da Guerra Fria. "Laschet usa seu último cartucho", comentaram ironicamente os liberais.  Merkel levanta "risco do comunismo" Merkel, que havia decidido ficar longe da campanha, teve de abandonar sua reserva para salvar seu partido de um desastre eleitoral. Em seu último pronunciamento no Parlamento alemão, ela destacou: "Não dirigimos a Alemanha com qualquer um".  Segundo a L'Express, Merkel reiterou o recado aos alemães: "Vocês têm de escolher entre Laschet e o comunismo", uma ameaça cujo resultado só se saberá nas urnas em 26 de setembro.
    9/17/2021
    3:35
  • A Semana na Imprensa - Revolta contra ataques de 11 de setembro acentuaram radicalização interna nos EUA
    Vinte anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o correspondente da revista L'Obs em Nova York, Philippe Boulet-Gercourt, recorda o que viu e sentiu naquele dia, e as transformações que os ataques provocaram na sociedade americana daquele momento em diante. O jornalista costumava estacionar sua Vespa ao lado da torre sul do World Trade Center quando ia para o escritório da revista na região, mas excepcionalmente não tinha previsto trabalhar no local naquela terça-feira porque tinha um voo para Montréal, onde faria uma reportagem. Quando o primeiro avião com terroristas atingiu a torre norte às 8h46, ele fez meia-volta e foi para a área, onde presenciou toda a tragédia. "Vivenciei tudo aquilo", conta o francês, que também possui a cidadania americana. "Os queimados chegando em massa ao hospital Saint Vincent's, os cartazes nos abrigos de ônibus e pedestres em busca de desaparecidos, o cheiro de cadáveres perto do escritório da Nouvel Obs até uma semana depois do desabamento das Torres Gêmeas."  Philippe Boulet-Gercourt também cita lembranças pessoais. "Minha filha tinha 2 anos e meio na época, como ela poderia ter entendido o que estava acontecendo? Mesmo assim, no Natal de 2001, ela caiu em prantos diante de um livro com fotos de bombeiros." Por mais que o 11 de setembro tenha revirado o planeta, grande parte da revolta que o ataque desencadeou impactou exclusivamente os Estados Unidos, na opinião do jornalista. "Lembro-me daquela maré de bandeiras americanas nos carros, nas varandas das casas de campo dos meus vizinhos, a duas horas e meia de Nova York. E me lembro de ter ficado preocupado, como francês, diante dessa unanimidade belicosa." Um ano depois do 11 de setembro, uma pesquisa do Pew Research Center indicou que os ataques haviam "deixado uma marca duradoura e talvez indelével na vida dos americanos, bem como nas políticas que seriam adotadas dali para frente", recorda Boulet-Gercourt. Na época, a revolta no país era palpável, mas ela ainda não se direcionava aos americanos, observa o francês. "Hoje, a bandeira no jardim do meu vizinho não é mais a dos Estados Unidos. É uma bandeira azul com o slogan 'Trump 2024 – Salve novamente a América', e outra com a inscrição 'Fuck Biden'".  Solidez do país já estava ameaçada O autor do texto se questiona sobre a continuidade entre esses dois momentos de revolta, com um pequeno intervalo de esperança durante os governos de Barack Obama. Sua avaliação é que antes dos atentados de 11 de setembro, da invasão do Afeganistão e depois do Iraque, a solidez dos Estados Unidos já estava ameaçada pelas desigualdades internas e a questão racial, mais do que pelos combates que o país travava no exterior.  Segundo Boulet-Gercourt, os americanos viram o país durante muito tempo como um império incontestável. Daí o choque pós-Afeganistão. Mas para ele, depois de passar todo esse tempo presenciando os movimentos da sociedade, deu para perceber que algo estava errado muito antes dos atentados. "Americano vive no fio da navalha. Isso é ainda mais verdadeiro 20 anos depois", observa.  "As divisões internas nos Estados Unidos estão se calcificando entre vencedores e perdedores da globalização e da aceleração tecnológica. O país se tornou um gigante encolhido no cenário internacional, defensivo em sua agressividade, muito ocupado com seus ódios internos", escreve.  Radicalização dos brancos O jornalista francês considera a radicalização dos brancos conservadores como um fenômeno "bem real, com ou sem Trump".  "A América branca compreendeu perfeitamente a ameaça aterradora representada pela perspectiva de uma verdadeira democracia multiétnica e, para ela, todos os golpes são autorizados, como o visto com o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio. O francês que eu sou vê e entende que, no exterior, todos estão interessados ​​nas relações dos Estados Unidos com o mundo, com as mudanças que a derrota no Afeganistão traz ao seu papel de xerife do planeta. Mas o americano que me tornei parcialmente olha para Washington, o Capitólio e a Casa Branca, em direção ao Texas, aos estados vermelhos, todos esses lugares onde um confronto incrível está acontecendo." Boulet-Gercourt considera que a política americana se desloca cada vez mais na direção de um "viés autoritário". "Os Estados Unidos estão minados por seus bloqueios e suas divisões, estão enfraquecidos e já não fazem tanto sonhar", constata o repórter. "O país não tem mais o peso de antigamente no cenário internacional", conclui sem sombra de dúvida.
    9/10/2021
    3:12
  • A Semana na Imprensa - Pretendentes da direita à eleição presidencial francesa podem complicar reeleição de Macron
    As eleições presidenciais na França estão marcadas para 10 e 24 de abril de 2022 e serão seguidas por eleições legislativas também em dois turnos, em 12 e 19 de junho. A revista Le Point dedica sua reportagem de capa esta semana aos pretendentes da direita ao Palácio do Eliseu, que ainda não definiram o titular mas poderão complicar os planos de reeleição do presidente Emmanuel Macron. A adversária preferida de Macron é a líder da extrema direita, Marine Le Pen, já derrotada por ele na eleição passada. Ela continua aparecendo no segundo turno nas pesquisas, em todos os cenários. Mas nas últimas semanas, surgiu uma dinâmica inesperada no partido da direita tradicional Os Republicanos, com cinco pretendentes à faixa presidencial. A sigla saiu vitoriosa das regionais de junho. Macron já antecipa o perigo representado por dois deles: o ex-ministro Xavier Bertrand, atual presidente da região Hauts-de-France, e sobretudo Valérie Pécresse, presidente da região Ile-de-France. Bertrand e Pécresse poderiam formar uma dobradinha no estilo americano, um visando o Palácio do Eliseu e o outro a chefia de governo como primeiro-ministro. Seria uma chapa forte, capaz de provocar migração de eleitores que votaram no centrista.  Macron poderia se ver diante de dois pesadelos. No cenário mais humilhante, ele seria eliminado no primeiro turno por um candidato da direita, que enfrentaria Marine Le Pen no segundo turno. A segunda configuração arriscada seria enfrentar em vez de Marine Le Pen, outra mulher, Valérie Pécresse, no segundo turno.  Hidra de duas cabeças Bertrand e Pécresse estão crescendo nas pesquisas, mas o partido ainda não definiu se fará primárias para desempatar os cinco concorrentes. Segundo a Le Point, Macron se vê diante de uma "hidra de duas cabeças", e Pécresse seria a adversária mais perigosa. Um observador diz à revista que “Pécresse e Macron têm a mesma linha política”. Outro, em um comentário machista intolerável, afirmou que “Pécresse é Macron de saia!". Entre os macronistas, todos têm certeza que a pandemia de Covid-19 vai definir a eleição. Macron ainda terá de atravessar o outono-inverno europeu acumulando escolhas acertadas se quiser ser reeleito.  À esquerda do espectro político, socialistas, verdes e comunistas não decolam nas sondagens. A socialista Anne Hidalgo, prefeita de Paris, deverá oficializar sua candidatura em breve ao Palácio do Eliseu, desta vez sem primárias, após uma experiência desastrosa na eleição de 2017. O Partido Socialista já definiu unido que Hidalgo será a representante da legenda nas presidenciais. Porém, sem uma ampla aliança com os comunistas, que já lançaram candidato próprio, e os ecologistas, que tendem a fazer o mesmo, será difícil fazer sombra aos candidatos da direita e a Emmanuel Macron.
    9/3/2021
    3:01
  • A Semana na Imprensa - França reforça segurança cibernética ante grupos de hackers mais perigosos do planeta
    A França se prepara para inaugurar no outono europeu o "Campus Cyber", um centro especializado em segurança cibernética que reunirá 1.500 especialistas. O objetivo da iniciativa é reforçar a capacidade de reação do país às ameaças e aos ataques cibernéticos, a nova forma de guerra travada no cenário mundial.  Um edifício de 25.000 metros quadrados em La Défense, bairro empresarial e financeiro a oeste de Paris, irá sediar o "Campus Cyber". Equipes de várias escolas de engenharia informática (Epita, Efrei e outras), de grandes grupos e start-ups, como Orange, Thales, Airbus, CybelAngel e Sekoia, além de integrantes de órgãos públicos e laboratórios de pesquisa, irão trabalhar juntos no local. Na era das guerras híbridas, é fundamental investir no desenvolvimento de tecnologia, mas também reunir talentos capazes de antecipar e defender o país de inimigos. Em fevereiro de 2021, o presidente Emmanuel Macron anunciou que faria € 1 bilhão de investimentos nessa área. Em sua edição semanal, a revista francesa L'Express descreve os grupos de hackers mais periogosos em ação no mundo ligados aos Estados.  O braço de guerra americano nessa área é o The Equation Group, unidade de espionagem cibernética afiliada à Agência de Segurança Nacional (NSA) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O grupo de espiões digitais já teria pirateado 42 países, entre eles a França, segundo a L'Express. Mas os principais alvos do Pentágono continuam sendo os inimigos Afeganistão, China, Rússia, Irã, Paquistão e Síria, entre outros. Na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong Un dispõe do Bureau 121, unidade secreta do Exército Popular norte-coreano especializada na promoção de ataques cibernéticos. Uma das ações notáveis desse grupo aconteceu em maio de 2017, quando hackers norte-coreanos conseguiram infectar 300 mil computadores em 150 países com o ransomware Wanna Cry, um software malicioso que impedia os usuários de acessarem seu sistema e exigia o pagamento de resgate. Recentemente, a Coreia do Sul revelou que Pyongyang tentou atacar a farmacêutica Pfizer para obter a vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech contra a Covid-19. A unidade de ciberinteligência das Forças Armadas de Israel – Unit 8200 ou ISNU – tem a particularidade de ser composta essencialmente por mulheres. O grupo já desmantelou vários ataques terroristas e pirateou, em 2015, o editor antivírus russo Kaspersky, utilizando uma versão do malware Duqu de roubo de dados. Esse malware serviu para espionar as grandes potências na época das negociações que antecederam a assinatura do acordo sobre o programa nuclear iraniano.  Rússia, China, Irã: todos têm seus exércitos de piratas cibernéticos A China também tem sua unidade de ciberinteligência, conhecida pela sigla PLA Unit 61398, ligada ao Exército Popular chinês. Hackers desse grupo já foram acusados de roubar informações sensíveis do sistema de defesa antimísseis israelense. No período de 2006 a 2013, os piratas do Exército chinês extraíram dados de 141 empresas anglo-saxônicas.  De acordo com a revista L'Express, o Irã financia quatro grupos de hackers – APT 33, APT 34, APT 35 e APT 39. Um dos ataques memoráveis dos piratas iranianos foi a invasão dos computadores da gigante petroleira saudita Aramco, em 2012. Eles conseguiram desativar 35 mil computadores da empresa.  A Rússia, que vive em constante atrito com os europeus, é muito avançada nessa área. O grupo de hackers Fancy Bears, que seria próximo dos militares russos, é um dos mais temidos pelas potências ocidentais. Eles espionaram o Parlamento alemão durante vários meses em 2014 e conseguiram desativar 20% da artilharia ucraniana graças a um aplicativo pirata, recorda a L'Express.
    8/27/2021
    3:21
  • A Semana na Imprensa - “A prosperidade dos países ricos não existiria sem os países pobres”, defende Thomas Piketty
    A revista L’Obs desta semana traz uma longa entrevista com o economista Thomas Piketty. Um dos intelectuais franceses mais celebrados no exterior, ele retraça em um novo livro a história da repartição de riquezas no mundo e denuncia mais uma vez as desigualdades. Em “Une brève histoire de l’égalité” (Uma breve história da igualdade, em tradução livre), que chega às livrarias na próxima semana, Piketty traz uma compilação de seus estudos, conhecidos por terem influenciado pesquisadores em vários paises. O economista, cujas ideias inspiraram a esquerda norte-americana e principalmente o ex-presidente Barack Obama, detalha em pouco mais de 300 páginas a evolução do processo de concentração de riquezas nas mãos de um pequeno grupo da sociedade, em um sistema que “corrompe as nossas democracias”, resume a revista L’Obs.  Na entrevista, Piketty explica que o mundo assiste, desde o final do século 18, a um movimento profundo rumo a igualdade social, econômica e política. Ele lembra que, “historicamente, foi o combate pela igualdade que permitiu a prosperidade, principalmente graças a um acesso maior à educação e ao saber”. No entanto, o economista lamenta que a liberalização das movimentações de capitais sem nenhuma contrapartida fiscal ou social tenha impedido um progresso maior e mais acelerado. “Inventamos um direito quase sagrado de se enriquecer utilizando as infraestruturas de um país, de suas escolas, etc, e em seguida de transferir sua fortuna para outro lugar deixando a conta para o restante da população pagar”, afirma. “Esse sistema não criou nenhuma riqueza”, insiste. “A circulação de investimentos não é algo negativo em si, mas deve ser acompanhada de transparência e justiça fiscal”, pontua. Piketty se refere à economia contemporânea, com multinacionais aproveitando de um sistema fiscal vantajoso, como os gigantes da internet ou empresas como L’Oréal, Total e LVMH, mas também à história, mencionando como exemplo a exploração colonial da França na Argélia ou no Haiti. O intelectual defende que, como parte dos judeus foram ressarcidos pela espoliação durante a guerra, os países colonizados deveriam ser indenizados por seus colonizadores para evitar o sentimento de “dois pesos, duas medidas”. Sistema de ajuda internacional ineficaz “Como discutir a taxação das multinacionais e dos bilionários sem refletir sobre o direito legítimo de os países pobres se desenvolverem?”, questiona o economista, que contesta os sistema de ajuda internacional em vigor. Segundo seus cálculos, esses dispositivos oferecem fundos com valores “de quatro a cinco vezes inferiores aos lucros obtidos em seguida por grupo ocidentais” nesses mesmos países. Sem falar dos danos ambientais, muitas vezes incalculáveis.   Para ele, a solução passa por “um verdadeiro sistema de partilha das receitas baseado no tamanho das populações”. Afinal, frisa Piketty, “cada ser humano deveria ter o mesmo direito a um mínimo de saúde, educação e desenvolvimento”. Além disso, ele insiste que “a prosperidade dos países ricos não existiria sem os países pobres”. Em seu livro, Piketty defende o que qualifica de “uma forma de socialismo democrático, descentralizado, participativo, autogerido, feminista, mestiço e ecológico”. Pois, segundo ele, “se não fizermos nada (para mudar), esse sistema indecente vai acabar explodindo na nossa cara”.
    8/21/2021
    2:49

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