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  • RFI CONVIDA - Alemães querem renovação política "sem traumas", diz sociólogo da Universidade Livre de Berlim
    A três dias antes das eleições legislativas alemãs, a distância entre as intenções de voto diminui entre os sociais-democratas do SPD, ainda favoritos, e o bloco conservador do CDU-CSU, segundo uma pesquisa do instituto alemão Kantar publicada nesta quinta-feira (22). O SPD, cujo candidato a chanceler é o atual vice-chanceler e ministro das finanças Olaf Schölz, no governo de coalizão de Angela Merkel, perdeu um ponto percentual e está com 25% das intenções de voto, enquanto os conservadores, liderados por Armin Laschet, ganharam um ponto, registrando 22%. "Existe uma expectativa de renovação política com estabilidade e continuidade, mas com alguma forma de renovação, após 16 anos de Angela Merkel no poder em quatro mandatos consecutivos”, afirma Sérgio Costa, professor e diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Livre de Berlim “Renovação no sentido de definir políticas mais bem definidas de proteção climática. Todos os partidos incluíram com muito mais ênfase do que o atual governo alemão tem tratado do tema”, continua o especialista. Caso as urnas confirmem as intenções de voto e garantam aos sociais democratas o poder, o governo que pode-se esperar na Alemanha será mais ambicioso em temas sociais e ambientais, segundo Costa. “A expectativa é de que a Alemanha, e o governo alemão que se constituirá depois das eleições, será um governo mais social e mais ambientalista dos que foram os governos de Angela Merkel”, diz o professor da Universidade Livre de Berlim na entrevista à RFI. No entanto, descartada uma reviravolta nas urnas, mas neste caso, a surpresa, segundo o sociólogo, seria a vitória da coalização conservadora CDU, e a ascensão de Armin Laschet como chefe de governo. “A surpresa que pode haver é que ao invés do partido de Schölz, tenhamos o partido de Laschet como vencedor. A possibilidade do Partido Verde recuperar a diferença e chegar a ser o partido mais votado nas eleições é muito remota.  Apesar de não ser descartada, é muito remota”, afirma em relação à sigla liderada por Annalena Baerbock, que atualmente ocupa a terceira posição nas sondagens. No entanto, o professor da Universidade de Berlim lembra que na Alemanha os principais partidos já não conseguem governar sozinhos e dependem de alianças com outras legendas para poder formar uma maioria para governar. A composição vai depender de negociações entre os grandes partidos e outros minoritários como o FD, liberal, ou o Die Liken, de esquerda. Em qualquer cenário, fica descartada qualquer composição com o Afd (Alternativa par a Alemanha), de extrema direita, partido rejeitado por todos. O que muda para o Brasil ? Desde a chegada ao poder de Jair Bolsonaro no Brasil, as relações entre os dois países são classificadas como regulares pelo sociólogo. “O governo alemão hoje, ainda que mantenha as relações regulares, que não tenha nenhuma expressão externa de desacordo com o Brasil, internamente sabemos que tem reservas muito fortes com a maneira como o Brasil vem lidando com questões sensíveis como questões sociais, de terras indígenas, do direito ambiental. Isso ficou evidente com a retirada do governo alemão ao chamado Fundo Amazônia”, exemplifica. Ele lembra que não houve visita de chefe de Estado desde que Bolsonaro está no poder, e visitas de ministros, se houve, foram “muito discretas”. “Há reservas muito sérias que não se transformaram em sanções econômicas ou medidas mais duras ou manifestações diplomáticas mais enfáticas”, ressalta.  No entanto,  segundo Costa, isso pode acontecer se a coalização vencedora reunir os sociais democratas, os partidos da esquerda e os verdes. “Eu conto que o Partido verde vai fazer uma pressão muito forte para impor sanções comerciais ao Brasil, caso o direito ambiental no Brasil continue sendo violado da maneira como está sendo. Pode haver alguma mudança dependendo da constelação que venha a governar a Alemanha”, prevê. Legado de Angela Merkel: conciliação As eleições que vão marcar a saída de Angela Merkel do poder depois de quatro mandatos consecutivos, não vai representar muitos abalos, na opinião do sociólogo, pelo modo como a chanceler preparou sua transição. “A Alemanha está muito preparada e a Merkel foi muito precavida e permitiu que essa transição fosse feita completamente sem traumas. Ou seja: quem for o vencedor, ninguém vai questionar os resultados, ou questionar a legitimidade do próximo governante. Muito pelo contrário. Ela se manteve muito discreta em relação ao apoio a seu candidato, exatamente para que essa transição possa ser feita”, analisa. Diferentemente de outros chefes de governo da história recente da Alemanha, Merkel, não deixará uma grande obra, e sim, pequenas obras, na análise de Sérgio Costa. “Ela foi uma administradora de pequenas crises, a crise migratória, a crise financeira antes dela, a crise da pandemia, a crise europeia. Ela sempre foi muito hábil em manejar crises”, afirma. "Esse espírito conciliador, capaz de articular atores em situações opostos no jogo político, isso é algo que vai deixar uma lacuna. Ninguém vai conseguir substituir Angela Merkel na capacidade de articulação política”, conclui.
    9/23/2021
    12:34
  • RFI CONVIDA - Coreógrafo Marcelo Evelin defende “o lugar da arte como possibilidade de gerar um mundo mais inclusivo”
    Marcelo Evelin é um dos grandes nomes da dança contemporânea brasileira. Ele apresenta até esta quarta-feira (22) o solo “Ai, Ai, Ai” no Festival de Outono de Paris. O coreógrafo, bailarino e performer insiste na importância do “lugar da arte como possibilidade de "gerar pensamento para um novo mundo, um mundo melhor, mais inclusivo”, principalmente no Brasil de hoje.   O solo “A, Ai, Ai”, em cartaz no Festival Échelle Humaine da Fondation Lafayette Anticipations, integra a programação especial em homenagem à coreografa brasileira Lia Rodrigues do Festival de Outono de Paris, que acontece neste momento. Marcelo Evelin é um dos 10 artistas brasileiros convidados por Lia Rodrigues a participar do evento. Para ele, a escolha é representativa da produção contemporânea brasileira. “Tem um pouco de tudo. A Lia foi muito feliz nessa escolha. Eu achei um gesto muito generoso, muito bonito de dividir ao invés de estar só mostrando o que ela faz. Está todo mundo muito consciente da força de estar no palco nesse momento, do momento político no Brasil e de como a gente deve continuar através da nossa arte, do nosso trabalho, propondo um outro mundo”, acredita o coreógrafo. O solo “Ai, Ai, Ai” é um espetáculo inaugural da carreira de Marcelo Evelin. A obra autobiográfica foi criada nos anos 1990 em Nova York e é retomada agora de maneira idêntica, com o mesmo cenário, figurinos e imagens realizadas em super 8 pelo cineasta Karim Aïnouz. O título ambíguo remete a Carmem Miranda, à imagem exótica do Brasil, e ao lamento do então jovem bailarino exilado. Dançar e atuar no espetáculo 26 anos depois é uma dupla confrontação com o passado. “É engraçado porque esse solo foi feito muito a partir das minhas memorias de infância e de adolescência. Agora, eu retomo não só a memória de infância, mas a memória do tempo que eu criei. Eu fico muito feliz de poder revisitar, de poder apresentar esse solo num contexto mais histórico porque na verdade me mostra que as coisas não envelhecem muito. A gente muda, se transforma, mas as coisas continuam um pouco na essência do que elas são”, filosofa. Questão de gênero O solo “Ai, Ai, Ai” já levantava há quase 30 anos a questão de gênero, que é hoje tão atual. “Era importante para mim. Eu estava em Nova York com todo esse movimento Drag Queen, com o movimento gay que estava acontecendo ali mais forte. É verdade que hoje em dia isso está mais na moda e se fala mais disso, mas na época era uma coisa muito pouco falada, muito pouco discutida”, lembra Marcelo. Ele avalia que a geração dele abriu espaço para a questão de gênero, mas ainda há muito o que fazer. “A gente vem lutando desde os anos 1980. Acho que evoluiu muito (...) Mas eu acho que a gente tem ainda que trabalhar muito para entender isso não só como uma questão política, mas também como uma questão pessoal, humana. A gente tem que se aceitar dessa maneira.” O solo “Ai, Ai, Ai” foi também é o ponto de partida da plataforma de criação de dança Demolition Incorporada que Marcelo Evelin criou nesta época. Com a iniciativa, ele fez uma ponte entre Teresina, sua terra natal, e o mundo. “Eu não queria ter uma companhia, pensei desde o início em trabalhar com colaboração. Foi realmente o início de uma maneira de trabalhar, mais aberta, mais livre e, acho, mais inclusiva tentando trazer mais o mundo e o outro para dentro do trabalho.” Trabalho político e coletivo Os espetáculos passaram a ser coletivos e o trabalho ampliando para a esfera social e política. “Faz 14 anos que voltei a trabalhar no Brasil. Escolhi Teresina porque é a minha cidade mas também porque é um lugar muito abandonado, quase desprezado, mesmo dentro do Brasil. Eu comecei a entender essa precariedade como uma maneira de me situar no mundo, de me posicionar. Usar essa precariedade como uma alavanca para o meu trabalho. A gente agora está num outro momento, politicamente o Brasil está passando por um processo difícil, político sobretudo, e acho importante a gente insistir nesse lugar da arte como possibilidade de gerar pensamento para um novo mundo, um mundo melhor. Eu espero que em breve a gente possa ter de novo um Brasil mais aberto, mais inclusivo, mais feliz, mais igual para todo mundo, porque nesse momento está bem difícil.” Marcelo Evelin divide a vida entre Amsterdã, onde dá aulas na Escola Mime, o Brasil e outras capitais internacionais onde se apresenta com frequência. Ele tem mais de 30 peças em seu repertório e em novembro e dezembro volta a se apresentar na França, em Rennes e Paris, com um novo espetáculo “La nuit tombe quando elle veut”, em parceria com a franco-marroquina Latifa Laâbissi, e o músico brasileiro Tom Monteiro.
    9/22/2021
    12:33
  • RFI CONVIDA - Elisabetta Recine se torna a única brasileira no painel de especialistas da ONU sobre segurança alimentar
    O Comitê de Segurança Alimentar Mundial da ONU (CFS) anuncia, esta terça-feira (21), os novos membros do Painel de Especialistas de Alto Nível, entidade que ajuda a embasar com evidências científicas novas políticas focadas na promoção da segurança alimentar e na erradicação da fome. A professora Elisabetta Recine, coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília, é a única brasileira a integrar o grupo de 15 cientistas. Caroline Ribeiro, correspondente da RFI em Lisboa O painel HLPE, da sigla em inglês, é o órgão das Nações Unidas que atua fazendo uma interface entre a ciência e as políticas públicas do setor. “O painel acredita que a ciência e as evidências são cruciais para lidar com a fome e a desnutrição descontroladas”, explica à RFI Brasil o secretário do CFS, Chris Hegadorn. O HLPE foi criado em 2009 e cada grupo de especialistas é nomeado para dois anos de atividades. “O painel fornece evidências científicas de alta qualidade, independentes e imparciais para o CFS, que servem como base para suas diretrizes de política na promoção da segurança alimentar, nutrição e outros Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis. Estamos empenhados em continuar a apoiar países e outros parceiros”, diz Hegadorn. A brasileira Elisabetta Recine vai se juntar a cientistas do Canadá, Alemanha, Índia, Japão, Nova Zelândia, Nigéria, Espanha, Trinidade e Tobago, Turquia, Uruguai, Reino Unido e Estados Unidos. A RFI conversou em primeira mão com a cientista brasileira. “Tenho essa expectativa de que o painel possa, com a sua diversidade, com a sua legitimidade, contribuir com as discussões do Comitê de Segurança Alimentar. Não é nada fácil, pois todo espaço multilateral é complexo, mas é muito necessário. São muitas realidades, muitas necessidades e práticas também. Isso é importante. As sociedades de todos esses países estão realizando experiências muito importantes, que são uma grande inspiração para políticas públicas, tanto nacional quanto global”. Cenário no Brasil Em 2020, o Brasil voltou a entrar no chamado “mapa da fome”, com 19 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, sem ter o que comer. Situação que já vinha se desenhando nos últimos anos, mas que foi intensificada com a pandemia. “O Brasil teve uma deterioração do nível de renda, da taxa de emprego, e houve uma desarticulação importante dos principais programas que constituem a rede de proteção social da nossa população. Nós entramos na pandemia, por exemplo, com mais de um milhão na fila do Bolsa Família. Com milhões de pessoas na fila dos benefícios do INSS. Em um país que tem desigualdades sociais tão importantes, a rede de proteção social é importante para garantir não só a vida dessas pessoas em condições mínimas, mas a própria vida do país como um todo. Você deteriora o país como um todo quando aumenta a vulnerabilidade dessas populações”, analisa Recine. A professora acredita que a situação pode ser revertida e que o Brasil pode voltar a ser uma referência internacional no setor, “tudo vai depender das opções que fizermos”, diz. “O Brasil foi uma referência em termos de segurança alimentar muito importante, tanto do ponto de vista das políticas públicas que desenvolveu, como da experiência que acumulou na forma de coordenar esses programas, numa ação intersetorial". Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima.
    9/21/2021
    6:51
  • RFI CONVIDA - Cacique Ninawa faz giro pela França para divulgar filme sobre situação dos indígenas no Brasil
    Uma delegação de indígenas brasileiros da Aliança Guardiães da Mãe Natureza está na França para acompanhar o lançamento oficial, na quinta-feira (24), do filme documentário Terra Libre, produzido pelo diretor Peter Gert-Bruch, fundador da ONG Planète Amazone. O documentário lembra várias décadas de luta do cacique Raoni e de sua comunidade para sensibilizar políticos, sociedade civil e grandes empresários sobre os efeitos devastadores da invasão da exploração de terras indígenas no Brasil por multinacionais, garimpeiros ilegais, pela construção de barragens, a agricultura intensiva e também ao desmatamento da floresta. Uma turnê por várias cidades francesas, desde a capital Paris até municípios do interior, foi agendada para apresentar o filme documentário. A programação inclui discussões sobre a situação dos indígenas com membros da Aliança Guardiães da Mãe Natureza, como o cacique Ninawa, da etnia Huni Kuí, da região do Acre. Primeira liderança indígena a pisar em território francês desde o início da pandemia da Covid-19, o cacique Naniwa veio ao país denunciar também os mais recentes ataques e as ameaças que pairam sobre as comunidades indígenas. Na entrevista à repórter Silvia Celi, o cacique falou sobre a luta dos povos que se sentem ainda fragilizados com as políticas do governo de Jair Bolsonaro, em um contexto de discussão na Corte Suprema do marco temporal. “Atualmente estamos com uma luta muito grande, primeiro por conta do atual governo brasileiro. A maior luta que temos hoje é para defender nossos direitos tradicionais sobre nossos territórios, direitos constitucionais garantidos em 1988 na Constituição brasileira”, afirma. Na entrevista, o cacique Ninawa também falou da contribuição que o filme Terra Libre, realizado pelo fundador da ONG Planète Amazone, pode representar para a causa indígena. “É muito importante a divulgação deste filme porque vai levar para a sociedade o que realmente está acontecendo e a conscientização de que a responsabilidade de cuidar da biodiversidade deste planeta é de todos”, ressalta. O líder indígena destaca ainda a criação de uma petição para que os jovens franceses também possam se engajar neste combate de defender a natureza. Cacique Ninawa comenta ainda o chamado de uma coalizão com parlamentares europeus para rever ações que não deram resultados positivos, como por exemplo, o artigo 6 do Acordo de Paris sobre a biodiversidade. “Temos que efetivar uma ação que possa trazer resultado positivo”, destaca. O cacique Ninawa também rechaçou na entrevista que comunidades indígenas vizinhas do Brasil estão sendo esquecidas. Questionado sobre os índios da Venezuela, por exemplo, que estão sofrendo não apenas com a Covid, mas também com o narcotráfico, o garimpo ilegal, o cacique Ninawa comentou que há contatos com indígenas de vários países da região Amazônia, apesar de um contexto difícil até pelas dificuldades financeiras. “A ideia é fazer uma Aliança com todos esses indígenas. Mas ainda enfrentamos limitação financeira para fazer novos encontros com essas lideranças. A luta da Venezuela não é esquecida por nós. Somos solidários não apenas com os venezuelanos, mas também com os indígenas do Equador, Peru. Eles enfrentam as mesmas dificuldades que nós do Brasil também”, conclui.
    9/20/2021
    6:52
  • RFI CONVIDA - Brasil: caos econômico pode levar a maior radicalização de Bolsonaro, diz analista
    No Brasil, a economia está em pleno processo de desaceleração e o aumento da inflação coloca em risco o legado do Plano Real. O presidente Jair Bolsonaro poderá resistir no cargo e ser reeleito com a derrocada do poder de compra dos brasileiros? Daniela Campello, professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e doutora em Ciência Política pela UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles) acredita que o presidente evitará o impeachment, não será reeleito, mas pode radicalizar ainda mais. Para a especialista, o cenário econômico para 2022 é mais do que pessimista. “O que parecia prevalecer há cerca de um mês atrás era um cenário em que a demanda de commodities continuaria muito alta, com alta taxa de crescimento da China”, explica. "Esse aspecto somado à alta dos preços", diz, "criava uma maior perspectiva de crescimento e de receita fiscal para o governo". “Houve uma reversão da expectativa desse cenário. A China desacelerou, os preços das commodities parece que chegaram a um teto, e isso para o Brasil é muito ruim”, afirma. “Todas as perspectivas positivas deixam de ser uma possibilidade para o ano que vem, que, na minha opinião será muito pesado, com a inflação que já vem se configurando”, analisa. Daniela Campello também cita o problema da questão energética. “Se houvesse um crescimento mais forte, haveria um apagão, não havendo, é ruim para o Bolsonaro também. Todos os indicadores são de uma perda muito grande de poder e de apoio. Os 21% que o Bolsonaro tem hoje de intenções de voto não vão chegar a 2022 por conta desse caos”, afirma. A professora da Fundação Getúlio Vargas acredita que Bolsonaro tem potencial para radicalizar ainda mais. “O que me preocupa é que quanto menor a chance de Bolsonaro permanecer por via eleitoral, maiores são os incentivos para que ele tente permanecer por via de alguma ruptura. Minha preocupação é enorme e o próximo governo vai herdar, do ponto de vista da economia, um país muito desarranjado, e do ponto de vista político um país muito descrente de sua democracia. Do ponto de vista internacional, o país está alijado de qualquer tema internacional relevante. Vai ser realmente um trabalho de reconstrução”, prevê. Eleições Para ela, a terceira via eleitoral, que surgiria como uma alternativa ao PT e a Bolsonaro nas eleições de 2022, dificilmente vai se concretizar. "É uma fantasia de analistas. Bolsonaro ainda tem que o que se desgastar até as eleições de 2022, com o desastre anunciado que vai ser o próximo ano em termos de economia. Ele tem muito a perder ainda, mas, seria muito surpreendente que num sistema presidencialista, com todo o poder que um presidente tem, e todos os recursos a seu favor, que não vá para o segundo turno", declara. "O Lula também me parece bastante consolidado no eleitorado da esquerda. Neste sentido, existe pouco espaço eleitoral e existe uma multiplicidade de candidatos. Se houvesse algum tipo de acordo ou de concertação, acredito que as chances seriam maiores, mas não sei se esse acordo vai acontecer", analisa. A especialista acredita que Bolsonaro tenha poucas chances de vencer o pleito, mesmo indo para o segundo turno e evitando o impeachment. "Ao mesmo tempo, não tenho muita certeza se ele vai esperar a via eleitoral. Ele anda esticando a corda da democracia e vai continuar nessa dinâmica até 2022." Ouça a entrevista completa clicando no link acima.
    9/17/2021
    6:03

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